Ações, natureza das ações: uma ação, qualquer que seja a sua aparência, é prejudicial ou
negativa se for fonte de sofrimento, e virtuosa ou positiva se for fonte de felicidade. Uma ação nunca é negativa ou positiva em si mesma ou independente de causas exteriores; sua natureza é determinada pelas
conseqüências que produz e pela motivação que a origina.
Ações prejudiciais ou negativas: são dez; três dizem respeito ao corpo
— [1] matar, [2] roubar e [3] má conduta sexual; quatro referem-se à fala
— [4] mentir, [5] palavreado inútil, [6] caluniar e [7] violência verbal; três
dizem respeito à mente
— [8] invejar, [9] querer mal e [10] manter visões falsas.
Ações virtuosas ou positivas: toda ação que tem por motivação o bem dos seres e por resultado o alívio do
sofrimento, a felicidade temporal ou a felicidade última.
Acumulação de méritos e de sabedoria: realizando numerosas ações positivos, acumulamos a energia positiva, ou méritos, necessária para progredir no caminho. Reconhecendo a natureza desses méritos e de todos os fenômenos — a vacuidade —,
desenvolvemos a sabedoria. Méritos e sabedoria são as duas rodas do veículo que conduz à iluminação.
Ajita: veja Maitreya.
Akashagarbha Sutra: Discurso da Essência do Céu.
Apenas mente: veja Chittamatrins.
Árvore dos desejos: veja Kalpadruma.
Akashagarbha: nome de um Bodhisattva.
Antideus: veja Asura.
Arhat: "aquele que venceu os inimigos", ou seja, os quatro demônios do nascimento, da velhice, da doença e da morte. Está liberto das emoções e do sofrimento do Samsara mas não atingiu ainda o estado búddhico.
Asura: semideuses, antideuses, titãs; batalham constantemente contra os devas, de quem invejam as riquezas.
Avalokiteshvara: o Bodhisattva da compaixão.
Avichi: o mais intenso dos dois infernos quentes.
Bhadraghata: a jarra do tesouro inesgotável, contém tudo o que se deseja.
Bhumi: terra do Bodhisattva; diferentes níveis na progressão do Bodhisattva, desde a primeira terra, onde realiza o sentido da vacuidade, até à décima, depois da qual se torna um Buddha.
Biografia do Glorioso Sambhava: veja Shrisambhava Vimoksha.
Bodhichitta: mente da iluminação, pensamento da iluminação; o voto de atingir a iluminação com o único fim de libertar todos os seres do sofrimento e de conduzi-los ao estado búddhico. Trata-se também do conjunto de práticas que permitem a realização deste voto.
Bodhisattva: ser da iluminação; aquele que se liberta do Samsara realizando todas as qualidades da iluminação, mas, ao mesmo tempo, manifesta-se por compaixão para ajudar os seres. Progride até o estado búddhico, aprofundando a sua realização da vacuidade unida à compaixão. Nunca age por interesse pessoal: todas as suas ações, palavras e pensamentos são consagrados ao bem dos outros.
Brâmanes: membros da casta religiosa da Índia, considerada a mais elevada na tradição hindu.
Buddha: iluminado, desperto; aquele que dissipou a obscuridade dos dois véus (o véu das emoções negativas e o véu que mascara o conhecimento) e que desenvolveu os dois tipos de conhecimento (o conhecimento da natureza última de todas as coisas e o conhecimento de todos os fenômenos).
Buddha solitário: veja Pratyekabuddha.
Calma mental: veja Shamatha.
Caminho: treino ou prática espiritual que permite libertar-se do Samsara e depois atingir o estado búddhico.
Caminho do meio: veja Madhyamika.
Campos de Buddha: mundos onde os Buddhas aparecem e ensinam. Há uma infinidade para além do nosso mundo terrestre, considerado como o campo do Buddha Shakyamuni.
Campos de mérito: todos os que nos dão a ocasião de praticar a generosidade, a oferenda, a devoção, etc., e portanto de acumular méritos e sabedoria. Dizem respeito tanto aos seres sencientes quanto aos Buddhas.
Chakravartin: monarca universal.
Chirikumara: príncipe penteado com tranças; refere-se a o Bodhisattva Manjushri, que é caracterizado pelos epítetos de príncipe
(kumara) e de ter três ou cinco madeixas de cabelo (respectivamente trichira ou
panchachira).
Chintamani: pedra do milagre; tem o poder de concretizar os nossos pensamentos.
Chittamatrins: partidários do "apenas mente"; também chamados de Yogacharins, são "idealistas" e ensinam que só a mente existe realmente.
Ciclo das existências: veja Samsara.
Compassivo: epíteto do Buddha.
Conquistador: veja Jina.
Corpo absoluto: veja Dharmakaya.
Dedicação dos méritos: ato de oferecer a cada ser a totalidade dos nossos méritos para que todos atinjam a iluminação. Graças a esta dedicação, o potencial dos méritos nunca pára de crescer até à iluminação.
Deva: deus de longa vida.
Dez condições favoráveis: juntamente com as oito liberdades, são indispensáveis se quisermos progredir para a iluminação: [1] ter uma existência humana; [2] ter nascido num lugar onde o Dharma existe; [3] possuir todas as faculdades físicas e mentais; [4] não agir em contradição com o Dharma; [5] ter fé nos que são dignos dela; [6] é também necessário que um
Buddha tenha aparecido durante a nossa era; [7] que ele tenha exposto o Dharma; [8] que os seus ensinamentos subsistam; [9] que eles sejam postos em prática; [10] e, enfim, que um mestre espiritual esteja presente para nos guiar.
Dharma: conjunto dos ensinamentos expressos pelos Buddhas e pelos mestres realizados que mostram o caminho para a iluminação. Há dois tipos: o Dharma das escrituras, que é o suporte dos ensinamentos, e o Dharma da realização, que é o resultado da prática espiritual.
Dharmakaya: corpo absoluto; um dos três corpos dos Buddhas, juntamente com o corpo de manifestação
(Nirmanakaya) e o corpo de fruição (Sambhogakaya). Segundo alguns comentários, o Dharmakaya é considerado aqui como uma qualidade do Buddha; segundo outros, o Dharmakaya corresponde aos ensinamentos
(Dharma) de Buddha.
Duas acumulações: veja Acumulação de mérito e de sabedoria.
Emoção negativa: veja Klesha.
Era: veja Kalpa.
Estado búddhico: o estado iluminado de um Buddha, que dissipou a obscuridade dos dois véus (o véu das emoções negativas e o véu que mascara o conhecimento) e que desenvolveu os dois tipos de conhecimento (o conhecimento da natureza última de todas as coisas e o conhecimento de todos os fenômenos).
Fantasma faminto: veja Preta.
Filhos de Buddha: epíteto dos Bodhisattvas.
Filhos dos leões: epíteto dos Bodhisattvas.
Fórmula mágica: veja Siddhavidya.
Gaganaganja: nome de um Bodhisattva.
Grande Veículo: veja Mahayana.
Hinayana: Pequeno Veículo, fundado sobre a renúncia, dirige-se aos que procuram a libertação individual a fim de pôr um termo aos seus próprios sofrimentos. Veículo dos Shravakas, dos Pratyekabuddhas e dos Arhats.
Iluminação: a realização última da prática espiritual; sinônimo de estado búddhico.
Indra: o monarca de um dos mundos celestes, chamado o Céu dos Trinta e
Três [Deuses].
Interdependência, elos da interdependência: encadeamento de causas e de efeitos que mantém os seres no Samsara e
que perpetua o seu sofrimento. São em número de doze: [1] a ignorância conduz às [2] formações mentais, que engendram [3] a consciência, a qual cria [4] o nome e a forma, que estão na origem dos [5] seis sentidos. Estes dão lugar ao [6] contato e o contato à [7] sensação. Esta provoca [8] o desejo que se transforma em [9]
apego. Esta atitude de apego torna-se o [10] impulso para a existência que conduz ao [11] nascimento e depois à [12] velhice e à morte.
Jambudvipa: o nosso mundo, ao sul do Monte Meru.
Jarra do tesouro inesgotável: veja Bhadraghata.
Jina: vitorioso, vencedor, conquistador; epíteto do Buddha.
Jóias do Dharma: doze tipos de textos sagrados; os ensinamentos orais do Buddha
(sutram), os cantos versificados (geuam), as profecias (vyakaranam), os poemas sagrados
(gatha), as instruções enunciadas pelo Buddha sem que tenha sido solicitado
(udanam), as explicações preliminares aos ensinamentos (nidanam), as parábolas
(avadanam), as histórias e as lendas (itivrittakam), as histórias sobre as vidas anteriores do Buddha
(jatakam), as explicações detalhadas (vaipulyam), os ensinamentos extraordinários
(adbhuta-dharma), os ensinamentos essenciais e concludentes (upadesha).
Kalpa: segundo a cosmologia buddhista, os mundos (chakravala) estão submetidos a um processo alternativo de formação e dissolução. O período que decorre entre o início de um mundo e a formação do mundo seguinte é chamado de
mahakalpa (grande ciclo); este é formado por quatro períodos incomensuráveis
(asankhyeya-kalpa) que correspondem às fases de formação, duração e dissolução do mundo, mais o período intermediário de caos que precede a formação de um novo mundo. Cada asankhyeya-kalpa contém vinte antara-kalpas. Um
antara-kalpa é o período durante o qual a duração da vida humana, que é de dez anos à partida, cresce até a tingir a duração de um asankyeya-kalpa e de novo decresce até dez anos. O fim de cada antara-kalpa é marcado por sete dias de guerra, sete meses de epidemias e sete anos de fome.
Kalpadruma: árvores dos desejos; cinco árvores celestiais que dão como fruto tudo aquilo que desejamos.
Karma: o fado dos seres, as suas alegrias e sofrimentos e a maneira como apercebem o universo não se deve ao acaso, nem à vontade de uma entidade
toda-poderosa; é o resultado dos seus ações passados. Da mesma maneira, o futuro dos seres é determinado pela qualidade, positiva ou negativa, das suas ações presentes. A causalidade das ações é chamada de "lei do karma".
Klesha: emoção negativa ou criadora de obscurecimentos; todo acontecimento mental que perturba e obscurece o nossa mente, que nos faz perder o controle. Estes "venenos
interiores" são a causa de todos os sofrimentos. São principalmente o desejo, o ódio, a ignorância, o orgulho e a inveja. A palavra klesha também é traduzida como "emoções conflituosas" ou "emoções que obscurecem".
Kshitigarbha: nome de um Bodhisattva.
Kutashalmadi: gigantesca árvore nos infernos; os adúlteros sentem um impulso irresistível de subir nesta árvore, onde mulheres com dentes de ferro os agarram em abraços que os despedaçam.
Liberação, libertação: veja Nirvana.
Lokeshvara: outro nome do Bodhisattva Avalokiteshvara.
Madhyamika: caminho do meio, a mais elevada visão filosófica do Mahayana, chamada assim por não cair em nenhum dos extremos: nem no niilismo (negação da realidade dos fenômenos) nem no eternalismo (crença na realidade
intrínseca dos fenômenos).
Maha-ushadi: planta que cura, um remédio universal.
Mahayana: grande veículo, fundado sobre a compaixão, é o veículo dos Bodhisattvas que desejam atingir a iluminação para poder libertar a infinidade dos seres.
Maitreya: Nome de um Bodhisattva, também conhecido como Ajita, que será o Buddha do futuro.
Mandakini: um rio do céu.
Manjushri: Bodhisattva que corporifica a perfeita sabedoria.
Mantra: seqüência de sílabas geralmente contendo o nome de um Buddha; como indica a sua etimologia, "protege a mente" das manifestações da ignorância.
Médico onisciente, médio supremo: epíteto do Buddha.
Mente: para o buddhismo, a mente não é uma entidade real, mas uma sucessão de instantes de consciência que lhe dão uma aparente continuidade. A natureza última da mente tem dois aspectos indissociáveis: a vacuidade e a luminosidade, que é a sua faculdade cognitiva.
Mente da iluminação: veja Bodhichitta.
Meru, Sumeru: montanha axial do Universo, feita de puro cristal no leste, de safira no sul, de rubi no oeste e de ouro no norte.
Mestre: epíteto do Buddha.
Mimamsakas: hindus partidários da eternidade do átomo.
Misericordioso: epíteto do Buddha.
Montanhas que esmagam: montanhas do inferno que, aproximando-se entre si, esmagam os danados.
Nagarjuna: importante mestre espiritual indiano e grande filósofo, cujos notáveis comentários sobre a verdade relativa e a verdade absoluta estão na origem das escolas agrupadas sob o nome de Madhyamika. As opiniões diferem quanto à data do seu nascimento: 482 ou 212 d.C.
Naiyayikas: hindus que dizem que o atman é imutável e inanimado, que está presente em cada ser como o espaço; no entanto, dizem que ele é capaz de perceber os fenômenos e de se lançar na ação quando se associa a uma consciência.
Nirmanakaya: um dos três corpos do Buddha. Veja também: Dharmakaya.
Nirvana: o estado para além do sofrimento, o fato de se libertar do sofrimento e do Samsara. Não é a realização última do estado búddhico.
Oito liberdades: juntamente com as dez condições favoráveis, são indispensáveis se quisermos progredir para a iluminação: [1] não ter nascido nos infernos; [2] no mundo dos
fantasmas famintos; [3] no reino animal; [4] entre os semideuses; [5] entre os deuses de longa vida; [6] entre os homens com visões errôneas; [7] em uma época obscura durante a qual nenhum Buddha tenha aparecido; [8] ou com uma deficiência mental que impeça a compreensão do sentido do Dharma.
Onisciente: epíteto do Buddha.
Ouvidores: veja Shravaka.
Padmapani: aquele que segura o lótus; um dos dos nomes do Bodhisattva Avalokiteshvara.
Paramitas: perfeições; as principais são a generosidade, a disciplina, a paciência, a perseverança, a concentração e o
conhecimento transcendente. São ditas transcendentes quando associadas à realização da vacuidade e realizadas sem os conceitos de sujeito, objeto e ação.
Pedra do milagre: veja Chintamani.
Pensamento da iluminação: veja Bodhichitta.
Pequeno veículo: veja Hinayana.
Perfeições: veja Paramitas
Planta que cura: veja Maha-ushadi.
Pratyekabuddha: Buddha solitário; aquele que atinge o Nirvana sem precisar ouvir os ensinamentos de um Buddha.
Prajnaparamita: um dos principais sutras do Mahayana, que expõe a visão da vacuidade.
Preta: fantasmas famintos; sofrem constantemente de fome e de sede.
Protetor do mundo: epíteto do Buddha.
Protetores das Três Famílias: os Bodhisattvas Avalokiteshvara, Manjushri e Varjapani.
Rishis: segundo a tradição hindu, são os sábios inspirados que ouviram a palavra dos Vedas e a transmitiram ao mundo; formariam uma classe distinta entre os deuses e os homens.
Salvadores ancestrais: epíteto dos Bodhisattvas.
Samantabhadra: o Bodhisattva que simboliza a oração e a oferenda sem limites.
Sambhogakaya: um dos três corpos do Buddha. Veja também: Dharmakaya.
Samsara: o ciclo das existências, onde reinam o sofrimento e a frustração engendrados pela ignorância e pelas emoções conflituosas que dela resultam.
Samkhyas: hindus que concebem o "eu" (atman) atman como uma entidade consciente e permanente que tem o potencial de aperceber os cinco objetos dos sentidos (cores, sons, odores, sabores e formas). Segundo eles, as verdades últimas são permanentes.
No sistema Samkhya, tudo pode ser relacionado ao "eu" consciente
(atman) e à matéria primitiva inanimada (prakriti). Atman não
seria nem causa nem efeito. A matéria primitiva seria [1] permanente, [2] inanimada, [3] indivisível, [4] não-manifestada e [5] fonte de toda a manifestação. Ela
sseria a causa, a faculdade criadora do mundo, um estado de equilíbrio de três qualidades ou
gunas. Estas três qualidades seriam sattva (a pureza ou luz, associada à equanimidade),
rajas (a atividade, associada ao prazer) e tamas (a obscuridade, associada à dor). O mundo proviria da ruptura do equilíbrio destas três gunas.
Sangha: a assembléia dos discípulos do Buddha.
Semideus: veja Asura.
Senhor da morte: veja Yama Dharmaraja.
Shamatha: calma mental; estado de concentração no qual a mente não é distraído pelas percepções e permanece sem vacilar sobre o objeto da sua meditação. É o fundamento de toda a concentração.
Shiksasamucchaya: Compêndio das Instruções; obra de Shantideva.
Shravakas: praticantes que escutam, praticam e transmitem os ensinamentos.
Shrisambhava Vimoksha: Biografia do Glorioso Sambhava; capítulo do Gandavyuha Sutra em que está escrito: "Para honrar o mestre espiritual, a nossa mente deve ser como a terra que nunca se desencoraja de suportar todas as coisas, como um diamante indestrutível na sua intenção, como uma muralha onde o sofrimento não consegue abrir brechas, como um escravo que nunca se queixa por ter de fazer tudo, como um animal fiel que nunca se irrita, como uma barca que nunca se importa de ir e vir, como um filho exemplar que bebe com os olhos a face do seu pai espiritual. Oh nobre criança, considera-te como um doente, considera o amigo espiritual como um médico, os seus ensinamentos como um remédio e a prática sincera como o caminho para a cura."
Shunyata: vacuidade, vazio, a não-realidade do indivíduo e dos fenômenos; não se deve associar esta noção de vacuidade a um nada, deve-se compreender exatamente que se trata da natureza dos fenômenos.
Siddhavidya: fórmula mágica, permite ter êxito em todos os empreendimentos.
Stupa: reliário buddhista.
Subahuparipriccha Sutra: Discurso das Questões de Subahu; o original sânscrito perdeu-se e foi retraduzido do chinês. É dito neste discurso que, se o voto de libertar os seres impregnar totalmente a nossa mente, os nossos méritos não param de aumentar, mesmo durante o sono ou quando estamos distraídos.
Sugata: chegado à felicidade; epíteto do Buddha.
Supushachandra: Bodhisattva que, por ter ensinado o Dharma foi martirizado, pelo rei Viradatta; sua história está resumida no comentário
de Prajnakaramati segundo o Samadhiraja Sutra.
Sutra: discurso; as palavras do Buddha, transcritas pelos seus discípulos.
Sutrasamucchaya: Compêndio dos Sutras; obra perdida de Shantideva.
Tathagata: "aquele que chegou ao tal qual", um sinônimo de Buddha.
Terra pura: veja Campos de Buddha.
Terra do Bodhisattva: veja Bhumi.
Três jóias, tríplice jóia: o Buddha, o que atingiu a iluminação; o Dharma, os seus ensinamentos; a Sangha, a assembléia dos seus discípulos. São os três objetos de refúgio de um praticante buddhista.
Três mundos: o mundo do desejo (kamadhatu), o mundo da forma (rupadhatu) e o mundo da ausência de forma (arupadhatu).
Três tempos: presente, passado e futuro.
Triskanda Sutra: Discurso em Três Partes, composto por uma confissão perante os trinta e cinco Buddhas, pela apreciação das virtudes e pela dedicação dos méritos.
Uttarakuru: um dos quatro continentes (o do norte) que rodeiam o Monte Meru.
Vaca da abundância: vaca que dá como leite tudo o que se deseja.
Vacuidade, vazio: veja Shunyata.
Vaisheshikas: hindus partidários da eternidade do átomo.
Vaitarani: um rio dos infernos.
Vajradhvaja Sutra: Discurso do Estandarte Adamantino, parte do Avatamsaka
Sutra; nele é dito, "Quando o sol brilha, Devaputra, ele ilumina o mundo inteiro apesar da cegueira dos seres e das cadeias de montanhas. Do mesmo modo, os
Bodhisattvas manifestam-se para libertar os seres apesar dos obstáculos que neles estão presentes."
Vajrapani: nome de um Bodhisattva.
Vencedor: veja Jina.
Verídico: epíteto do Buddha.
Vipashyana: visão penetrante, análise profunda da mente e de todos os fenômenos, a qual revela a natureza dos mesmos, a vacuidade.
Visão penetrante: veja Vipashyana.
Vitorioso: veja Jina.
Yama Dharmaraja: o senhor da morte, cujos enviados vêm atormentar os seres depois da morte e, se tal for o karma desses seres, os empurram para os reinos inferiores.
[Adaptado de O Caminho para a Iluminação — Bodhicaryavatara. Coleção Espiritualidades, série Budismo, sob a direção do Ogyen Kunzang Chöling. Escrito por Shantideva, tradução para o português por Filipe Valente Rocha e outros praticantes da escola do Budismo tibetano Ogyen Kunzang Chöling. Lisboa: Livros e Leituras, 1998. Pág. 167-173. O texto foi gentilmente transcrito por Sherab Chötso.]