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Não se sabe exatamente quando se iniciou a arte budista; as mais antigas representações budistas conhecidas são esculturas da época do rei indiano Ashoka (século III a.C.). As primeiras figuras modeladas em um estilo tipicamente indiano apareceram no século I, em Bharhut, Ajanta e Sanchi. Surgiram três estilos artísticos diferentes, em Amaravati, Gandhara e Mathura. Estes dois últimos estilos mostram influência dos gregos, que conquistaram algumas regiões da Índia na época de Alexandre o Grande.
Durante a dinastia indiana Gupta (320-510), a pintura e a escultura budistas se encheram de estabilidade, elegância e serenidade. Nos séculos VI e VII, as posturas das imagens acabaram sendo padronizadas, com figuras bastante graciosas. No século IX, com o intercâmbio dos monges de países vizinhos, o estilo indiano foi levado ao Nepal, Tibet, China e Ásia Central.
As primeiras imagens de Buddha no sudeste asiático apareceram por volta do século I, em esculturas e monumentos, mostrando influência das etnias locais. Na Birmânia, as estátuas foram influenciadas pelo estilo indiano de Bengala. Na Tailândia e no Laos, diversas estilos surgiram sob influência Khmer, florescendo a estatuária em bronze, assim como em madeira.
Na Indonésia, foi construído o monumento de Borobudur, riquíssimo em baixos-relevos e estátuas budistas em estilo Gupta. Já no Camboja, a arte budista é focalizada na divindade Lokeshvara e nos pássaros dançantes, Apsaras, que decoram a maioria dos monumentos.
Na China, as primeiras imagens budistas apareceram por volta do século II, com influência do estilo de Gandhara. Nos séculos seguintes, novos modelos foram trazidos da Índia, seguindo o estilo Gupta, com mais ornamentos, corpos flexíveis, rostos mais humanos, auréolas decoradas. As pinturas floresceram posteriormente, nos murais de cavernas e de monastérios. Na Coréia, os estilos seguiram os modelos chineses.
A arte budista no Japão inicialmente seguiu os estilos da China e da Coréia. Aos poucos, um estilo tipicamente japonês foi aparecendo, com rostos mais expressivos e realistas, auréolas trabalhadas. Surgiram grandes estátuas de bronze, como a do Tôdai-ji, e em madeira laqueada, como as imagens do Sanjusangendô. Por volta do século XII, as pinturas e ilustrações em escrituras budistas acabaram tomando o lugar das esculturas na arte budista japonesa.
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