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Os Veículos Ilimitados do Buddha
Os veículos ilimitados do Buddha apresentam o Dharma de muitos modos diferentes,
todos os quais além do conceito. Portanto, é difícil encontrar o poder ou a habilidade de expressá-los. Ainda
assim, brevemente e com poucas palavras, tentarei explicar algumas das diferenças aqui.
O guia que tudo conhece, o leão do clã Shakya [Buddha Shakyamuni], girou a roda do Dharma em três ocasiões sucessivas. O primeiro giro ensinou a eliminação da não-virtude, o ensinamento do meio ensinou a eliminação da visão das auto-identidade, e o último, a eliminação
de todas as bases para visões.
Os assuntos destes três ensinamentos são os três treinamentos, e as palavras explicando-os são encontradas nas escrituras sagradas
[sânsc. pitaka], onde são juntadas em doze categorias escriturais. Algumas pessoas disseram que o Tantra do Mahayana
deve ser classificado como um ensinamento do Abhidharma interior. Porém, foi ensinado que
é bom classificar as escrituras sagradas para os yogis tântricos separadamente, em uma seção própria para
elas.
Encontramos abertamente mais de cem volumes dos ensinamentos do Buddha traduzidos para o tibetano. Mas realmente, não há poder que possa capturar o significado infinito da fala do Buddha. Há muitas grandes
comentários explicando os significados destes ensinamentos do Buddha. No Hinayana, encontramos o Mahavibhasa Shastra e muitos outros; no Mahayana, encontramos eruditos panditas tais como os seis ornamentos desta terra e o mestre extraordinário, e assim por diante, todos eles compostos por um grande número de explicação. Há também uma grande quantidade de Sadhanas e Comentários para todas as
escrituras sagradas do Tantra secreto. Todos os conselhos importantes que existem estão além da estimação da mente. Mas devido à grande bondade destes antigos tradutores e panditas, mais de duzentos volumes destes Comentários foram traduzidos para o tibetano. São estes textos
[Kangyur e Tengyur] que foram a fundação para o buddhismo no Tibet.
Na Índia, a terra dos seres nobres, nunca houve qualquer divisão do buddhismo em "antigo" e "novo". No Tibet, porém, como algumas traduções ocorreram antes e algumas depois, encontramos essa divisão. Quaisquer traduções que vieram antes do tempo de Rinchen Zangpo [958-1055] vieram a ser chamadas de Nyingma ou "antigas", e os textos
traduzidos por Rinchen Zangpo e maioria das traduções que se seguiram vieram a ser chamadas Sarma ou "novas".
Quase todos os textos do Vinaya, do Sutra, do Abhidharma e dos três Tantras externos do Tantra secreto [Kriya, Charya e Yoga] foram
traduzidos para o tibetano durante o primeiro florescimento
do buddhismo no Tibet [no período da tradução "antiga"]. A maioria dos textos do Yoga Tantra Superior, como
Chakrasamvara, Hevajra, Kalachakra, Yamantaka e assim por diante, foram traduções "novas", apesar de uma grande quantidade das traduções de textos do Yoga Tantra Superior também ter sido preparada durante o
período da tradição "antiga".
Alguns eruditos do período "novo" dizem que estas traduções "antigas" não são Tantras válidos. Mas aqueles que são não-sectaristas e não-separatistas louvam esta tradições antigas por sua autenticidade e penso que sua conclusão está de acordo com os fatos reais porque estas traduções
transmitem exatamente o significado profundo e vasto dos ensinamentos do Buddha e dos Comentários sobre eles.
Portanto, elas devem ser colocadas sobre o topo de sua cabeça e ser respeitadas. |