Kenryo Kanamatsu
Naturalidade


III. O Revelador e o Salvador


1

Como já vimos, quando Sakiamuni meditou sobre a maneira de libertar a humanidade da escravidão, da miséria, ele chegou e essa verdade: quando o homem alcança seu fim mais elevado através da união do individual com o Universal, ele se torna livre da escravidão da dor. Vamos considerar isso mais profundamente.

Não podemos encontrar o Universal como encontramos outros objetos, não faz sentido procurá-lo em uma coisa ao invés de outra, em um lugar ao invés de qualquer outro. Nós não precisamos ir à mercearia para encontrar a luz da manhã; abrimos nossos olhos e aí está ela; assim, precisamos apenas entregarmo-nos para descobrir que o Universal está em toda parte. Assim, a nossa veneração cotidiana de Amida não é realmente o processo de aquisição gradual dele, mas o processo diário de entrega, removendo todos os obstáculos à união e estendendo nossa consciência dele em devoção e serviço, em boa vontade e amor.

Assim, ser consciente de ser absolutamente envolvido por Amida não é um mero ato de concentração mental. Tem que ser o objetivo de toda a nossa vida. Em todos os nossos pensamentos e atos temos que ser conscientes do infinito. Em todas as nossas ações permitamo-nos sentir o ímpeto da energia infinita e sermos felizes.

Pode-se dizer que o infinito está além do nosso alcance, sendo para nós como se não fosse nada. Sim, se a palavra alcance implica alguma idéia de posse, então temos que admitir que o infinito é inalcançável. Mas temos que ter em mente que a maior felicidade do homem não é ter, mas alcançar que é ao mesmo tempo não alcançar.

Em todo nosso amor mais profundo alcançar e não alcançar sempre correm paralelos. O amante dirá para a sua amada: "eu sinto como se tivesse contemplado a beleza do seu rosto desde meu nascimento, e mesmo assim meus olhos estão famintos ainda; como se tivesse mantido você junto a mim por milhões de anos, e ainda assim mau coração não está satisfeito". A tragédia da vida humana consiste em nossas vãs tentativas de estender os limites de coisas que nunca poderão ser ilimitadas, de elos de cadeia do infinito. Disso se evidencia que o desejo real do nosso coração é ir além de todas as nossas posses.

O homem realiza-se verdadeiramente superando suas posses, e o progresso de um homem no caminho da vida eterna é através de uma série de renúncias. Que não podemos absolutamente possuir o ser infinito não é experimentada, e essa experiência é felicidade.

O pássaro enquanto voando no céu, experimenta em cada batida de suas asas que o céu é ilimitado, que suas asas nunca podem abarcá-lo. Aí reside sua alegria. Na gaiola do céu é limitado; pode ser o suficiente para todas as necessidades da vida do pássaro, apenas não é mais que o necessário. O pássaro não pode regozijar-se dentro dos limites do necessário. Ele tem que sentir que o que tem é imensuravelmente mais do que pode querer ou compreender, e apenas então pode ser feliz. Assim, o nosso coração tem que elevar-se ao infinito e tem que sentir a cada momento que não ser capaz de chegar ao fim de sua realização é sua suprema alegria, sua liberdade final. O pólo finito de nossa existência tem seu lugar no mundo da necessidade.Aí o homem procura comida para viver, roupa para aquecer-se. Nessa região é sua função obter coisas. Ele está ocupado em aumentar suas posses.

Mas esse ato de obter é parcial. Obter é sempre obter parcialmente, e nunca pode ser de outra maneira. Assim, esse apego pela aquisição pertence ao nosso ser finito.

Mas o lado da nossa existência cuja direção é o infinito não procura riqueza, mas liberdade e alegria. Aí o reino da necessidade cessa e nossa função não é ter, mas ser. Ser o que? Ser uno com Amida. Porque a região do infinito é a região da unidade. Palavras não confundem quando conhecemos seu sentido; elas tornam-se verdadeiramente sendo unas com a idéia. Assim, o homem torna-se verdadeiro, sendo uno com Amida. Mas então pode-se dizer que não existe diferença entre Amida e nosso ser individual? Evidentemente a diferença é óbvia. Amida é Amida, ele é o ideal infinito de perfeição. Mas nós não somos o que  realmente somos, nós estamos sempre nos tornando verdadeiros, sempre nos tornando Amida. Existe um jogo eterno de amor na relação entre ser e tornar-se; e na profundidade desse mistério está a fonte de toda a verdade que sustém a marcha sem fim da criação. Na musica da onda impetuosa soa a alegre afirmação vã; é a verdadeira humildade, porque é a verdade. O rio não tem outra alternativa.

Apesar de ter numerosos compôs e florestas, vilas e cidades eu amo as suas margens, às quais pode servir de várias maneiras, ele nunca pode tornar-se uma cidade ou uma floresta. Mas ele pode e realmente tornar-se o mar. O menor rio em movimento tem afinidade como oceano imóvel. Ele move-se através de milhares de objetos em seu percurso e seu movimento alcança sua finalidade quando ele alcança o mar. O rio pede tornar-se o mar, mas nunca poderá fazer do mar uma parte ou parcela de si mesmo. Se por alguma razão tiver envolvido algum largo lençol d'água e pretender que fez do mar parte de si, nós de princípio sabemos que não é assim, que sua corrente está ainda buscando repouso no grande oceano ao qual nunca poderá colocar limites. Da mesma maneira, nosso coração só pode tornar-se Amida da forma como o rio pode tornar-se o oceano.

Tudo que ele toca em algum ponto, abandona e vai além, mas nunca poderá abandonar Amida e ir além dele. Uma vez que nosso coração atinge seu supremo repouso em Amida, todos os seus movimentos adquirem sentido.

É esse oceano de repouso infinito que dá significação à atividade sem fim. É essa perfeição do ser que empresta à imperfeição do devir essa qualidade de beleza que encontra sua expressão em toda poesia, drama e arte. Existe uma idéia completa que anima um poema. Cada sentença do poema toca essa idéia. Quando o leitor percebe essa idéia penetrante, enquanto lê, então a leitura do poema é cheia de alegria para ele. Então cada parte do poema torna-se significativa pela luz do todo. Mas se o poema prossegue interminavelmente, sem nunca expressar a idéia do todo, apenas projetando imagens desconexas, mesmo que belas, ele torna-se aborrecido e imprestável ao extremo. O progresso do nosso coração é como um poema perfeito. Ele tem uma idéia infinita que uma vez realizada torna todos movimentos cheios de sentido e alegria.

O apelo do homem é alcançar sua mais ampla expressão. É esse desejo de auto-expressão que o leva a procurar poder ou riqueza. Mas ele tem que descobrir que acumulação não é realização. É a luz interna que o revela, não as coisas externas. Quando essa luz é acesa, então imediatamente ele sabe que a mais elevada revelação do homem é a própria revelação de Amida nele. O homem torna-se perfeitamente humano, ele atinge sua mais ampla expressão, quando seu coração se realiza no ser infinito que é Amida cuja própria essência é a expressão.

A real miséria humana está no fato de que ele não se expressa completamente, que ele é auto-obscurecido, perdido no meio de seus próprios desejos. A busca que surge de todo seu ser é, então, a procura da perfeita expressão de seu ser. Essa busca é mais profundamente inerente ao homem do que sua fome e sede, seu desejo por riqueza e distinção.

Essa oração não é nascida individualmente dele, está na profundidade de todas as coisas; é o incessante apelo nele de Amida, o Espírito da Eterna Manifestação. A revelação do infinito no finito que é o motivo de toda a criação não é vista em tal perfeição nos céus estrelados ou na beleza das flores como no coração do homem.

Porque ai a vontade procura sua manifestação na vontade e a liberdade atinge seu fim na liberdade da entrega. Assim é o ser do homem que o grande pai do Universo deixou livre. Em seu ser o homem é livre para recusar seu pai. Aí nosso Amida tem que conquistar sua entrada. Aí ele vem como um convidado, não como pai, e assim tem que esperar até ser convidado. A í ele vem cortejar nosso amor.

É apenas nessa região da vontade que a anarquia é permitida; é apenas no coração do homem que a discórdia da inverdade e da incorreção mantém seu reino; e as coisas podem chegar a um tal estado que podemos gritar em nossa angústia: "uma tal injustiça nunca prevaleceria se houvesse um Deus!".

Deveras Amida permanece junto ao nosso ser, onde sua paciência não conhece limites, e aonde ele nunca força as portas se fechadas contra ele. Porque esse nosso ser tem que alcançar seu sentido supremo, que é o espírito, não através da compulsão do poder de Amida, mas através do amor e assim unir-se com Amida na liberdade.

Quando o espírito de um homem se torna uno com Amida, quando auto-revelado se revela na serena profundidade de seu coração, então a consciência do infinito torna-se ao mesmo tempo direta e natural como a luz é para a chama. Todos os conflitos e contradições da vida são reconciliados; conhecimento, amor e ação harmonizam-se; prazer e dor, felicidade e renúncia unificam-se na naturalidade; a brecha entre o finito enche-se de amor. O toque de um mistério infinito passa pelo trivial e comum fazendo-o manifestar-se numa música inefável. As árvores, as estrelas e as colinas azuis aparecem para nós como símbolos emanando um significado que nunca pode ser expresso em palavras. Cada momento carrega sua mensagem do eterno. Tudo possui vida eterna e é uma personalidade quando tocada pelo espírito, quando é uma revelação espiritual. O informe aparece para nós na forma da flor, do fruto e do céu azul. O ilimitado toma-nos pelo braço como um pai e caminha ao nosso lado como um amigo. Assim, onde quer que o espírito se manifeste, existe a vida, existe uma pessoa. O informe, o eterno, o ilimitado, o Universal, o infinito é assim personificado como a suprema pessoa. Amida é essa personificação na consciência espiritual iluminada de Sakiamuni. A lei essencial e informe (Dharmakai: hosshin) que é além de qualquer descrição e sem atributos revela-se como Amida, o espírito de alegria (Sambhogakaya: Juyushin ou hojin) na consciência iluminada de Sakiamuni, o Buda humano (Nirmanakaya: Keshin ou ojin). Amida é o espírito supremo de quem todas revelações espirituais surgem e a quem todas as personalidades se relacionam.

Amida é ao mesmo tempo a luz infinita (Amithabba) e a vida eterna (Amitayus). É ao mesmo tempo a grande sabedoria (Mahaprajna: daihi) – a luz infinita – e a Grande Compaixão (Mahakaruna: daihi) – a Vida Eterna. A Grande Compaixão é criadora enquanto que a Grande Sabedoria contempla. Por um lado Amida é criação e por outro é perfeição. Em um aspecto é essência, no outro manifestação – ambos juntos ao mesmo tempo como são a canção e o ato de cantar. A consciência de Amida, que é eterna é perfeita, abarca de uma vez os eventos de bilhões de anos, e é nesse infinito repouso de perfeição que as infinitas atividades do Universo estão ganhando o seu equilíbrio e cada momento em absoluta harmonia. A chave para esta consciência perfeita; para essa consciência cósmica – está no espírito do homem cósmico que temos em nós – que é imortal, que não tem medo da morte e do sofrimento, que conhece por intuição direta e imediata – puro sentimento – sua afinidade interior com o Espírito Universal por quem é envolvido e alimentado. Conhecer esse espírito aparte do ser é o primeiro passo na realização da libertação suprema (mukti: gedatsu).

Temos que saber com absoluta certeza que essencialmente nós somos espírito. Isso podemos fazer por auto-entrega e amor, porque no amor eu repito, o sentimento de diferença é obliterado e o coração humano preenche seu propósito inerente em perfeição, transcendendo seus limites e alcançando o mundo espiritual.

Nosso grande revelador Sakiamuni manifestou o verdadeiro sentido da natureza humana entregando seu ser por amor à humanidade. Ele viveu a vida do espírito, não a do ser e assim nos mostrou a verdade suprema da humanidade. Simples de desejos e puro de coração, ele assumiu todas as responsabilidades da vida em uma desinteressada largueza de espírito.

Ele renasceu do envolvimento cego no ser para a liberdade da verdadeira espiritualidade, onde o "Eu sou" finito é uno com o "Eu sou" eterno, onde eu estou em você e você em mim. Daí sua declaração "no passado infinito e imensurável eu atingi a iluminação, eu sou imortal", ou "acima dos céus, ou abaixo dos céus, apenas eu sou o ser honrado".


2

Os ensinamentos transmitidos por Sakyamuni, o Buda humano, durante seus cinqüenta anos de atividade missionária depois de sua iluminação são sem dúvida a expressão da verdade espiritual refletida no espelho sereno de sua consciência iluminada. Ele expôs o Dharma ou a lei essencial de várias maneiras, e seus discursos podem ser divididos em várias categorias, como fazem a maioria dos sábios Budistas, tais como "verdadeiros" e "provisórios", ou "reais" e "temporais". Mas todos eles têm que ser considerados como expondo o sentido interior de sua consciência espiritual.

Alguns Sutras colocam ênfase no Tu como revelado na consciência iluminada do Buda humano, outros são mais relacionados com a fase do "eu" da consciência espiritual, e ainda outros com a interfusão do "Eu" e do "Tu". Shinran, o fundador de Shinshu (religião verdadeira) achava que o Daí-muruojukyo (Sukhavati-yuha – Grande Sutra) era o ensinamento verdadeiro de Sakiamuni no sentido mais estreito, porque o sentido do "Eu" e do "Tu" é tratado de uma forma definida e definitiva neste sutra. Em seu principal escrito, o Kyo-gyo-shin-sho (Doutrina-prática-fé-realização), Shinran diz: agora, se tenho que revelar o verdadeiro ensinamento, eu digo que não é outro senão o Daí-Muryo-jukyo (Grande Sukyanati-yuha). O sentido essencial desse Sutra é que Amida fez o Voto, abriu amplamente o tesouro do Dharma, e tendo compaixão pelo ignorante e tolo, ele selecionou e proporcionou as jóias de felicidade para eles; enquanto Sakiamuni, vindo neste mundo, expôs o caminho da verdade, como ele desejaria salvar todos os seres e abençoá-los com o verdadeiro benefício. Assim, revelar o Voto Original de Amida é o propósito deste Sutra. Para concluir o Santo nome do Buda Amida constitui o corpo principal deste Sutra. Na passagem acima citada, Shinran refere-se a Amida como "Tu" revelado na consciência iluminada de Sakiamuni, e a Sakiamuni como o "Eu" revelador. Enquanto Amida, como "Tu" trabalha eternamente como o Salvador do mundo, "Eu", o Revelador Sakiamuni assume uma atitude de compaixão absoluta por todos os seres e torna-se o Salvador. Amida, o Salvador, está assim oculto por trás de Sakiamuni, o Revelador e é necessário o olho do espírito para percebê-lo na mesma consciência espiritual do Revelador. Mesmo Ananda, um dos discípulos favoritos de Sakiamuni, não percebia a presença de Amida, o "Tu" na consciência iluminada de seu mestre, até participar na assembléia no Monte do Abutre, onde o mestre revelou os segredos do Sukyavati-vyuha Sutra maior. Foi então que Ananda viu Amida se revelando subitamente com sua glória, irradiando sua grandeza original através da pessoa de Sakiamuni, o Iluminado. No Kyo-gio-Shin-Sho (Doutrina-prática-fé-realização) Shinran cita o Sutra: "Ananda disse ao Buda Sakiamuni:  "Ó honrado pelo mundo! Hoje os órgãos dos sentidos parecem deliciados, a cor da sua pele é tão pura, e sua face tão augusta; isso pode ser comparado a um espelho transparente cujos reflexos penetram atrás do espelho. Sua forma majestosa, brilhante e iluminada, ultrapassa infinitamente todas as outras. Uma grandeza extraordinária como eu vejo hoje que nunca havia visto em você. Realmente é assim, Ó grande Sábio! Ocorre-me o pensamento que o honrado pelo mundo habita hoje na mais excelente verdade, que o Herói do mundo mora hoje na habitação do Buda, que você, o olho do mundo, habita hoje no caminho de líder, que você, o Senhor do Mundo, habita hoje no caminho inigualável, que o honrado pelo céu pratica hoje as virtudes de um Tathagata (Nyorai): Todos os Budas do passado, futuro e presente contemplam uns aos outros. Como poderia você, o Buda presente, não estar contemplando todos os Budas? Como seu esplendor espantoso brilha tão iluminador hoje? Então, o honrado pelo mundo disse a Ananda: Como surgiu sua pergunta, Ó Ananda. Os céus disseram-me que viesse e me perguntasse sobre isto? Ou você me pergunta através de sua própria sabedoria, sobre meu augusto semblante?

Ananda disse a Buda: "Não foram os céus que me sugeriram essa pergunta. É apenas através daquilo que vi que faço essa pergunta.

"O Buda disse: Excelente, Ó Ananda! O que você pergunta agrada-me muito. Com a mais profunda sabedoria desperta em você, com a mais sutil eloqüência, e por compaixão por todos os seres, você fez esta sábia pergunta. O Tathagata em sua compaixão ilimitada sente com todo o Universo.

A razão porque ele veio a este mundo é para irradiar o caminho da Verdade, salvar todos os seres e trazer-lhes o verdadeiro benefício. É muito difícil encontrar e ver um Tathagata que aparece neste mundo apenas uma vez durante Kalpas inumeráveis, assim como é muito difícil ver uma flor udumbara que floresce em uma ocasião muito rara. O que você pergunta contém muito benefício e ilumina todos os céus e o homem.

Sabe, Ó Ananda, que a iluminação atingida pelo Tathagata está muito além do entendimento. É a grande luz. Sua Sabedoria abarca tudo e não conhece limites e obstáculos. Que Shinran teve cuidado especial em citar essas passagens do Daí-Muryoju-kyo  (Grande Tukyavati-Uyuha Sutra) prova definitivamente que a base do Shinshu está na unidade do "Tu" e do "Eu" na mesma consciência iluminada de Sakiamuni, o Buda humano.

A auto-identidade ou a interfusão perfeita do "Eu sou" eterno com o "Eu sou" finito é mostrada nessas passagens fazendo Sakiamuni assumir uma aparência divina e majestosa. Ananda penetrou nesse mistério através de sua própria visão espiritual. Sakiamuni era mais que si mesmo.

Seu eu estava em comunhão perfeita com o ser Universal. Ele não era ele mesmo; ele era o Ser Universal. Era essa identidade do Eu e do Tu em sua consciência espiritual que lhe permitia assumir uma aparência tão gloriosa e chamar-se Tathagata. E essa consciência espiritual de Sakiamuni tocou Ananda profundamente e fez sua mente refletir como um olho-de-vidro transparente que ocorria na mente de seu mestre. Aquele cujo espírito se tornou uno com Amida aparece diante dos homens como a flor suprema da humanidade. Aí o homem encontra o que ele é na verdade; porque aí a mais perfeita revelação de Amida lhe é revelada no espírito do homem; porque aí vemos a união da Vontade Suprema com nossa vontade, nosso Amor Eterno.

Em Sakiamuni vemos realizado o Voto de Amida, removido o mais difícil dos obstáculos à sua revelação, e a alegria perfeita de Amida florescendo na humanidade. Através dele nós achamos todo o mundo humano penetrado por uma simplicidade divina. Sua vida, ardendo com o Amor de Amida, faz nosso amor terreno resplandecente. Todas as ligações íntimas de nossa vida, todas as experiências de prazer e de dor se agrupam em volta desse Amor Ilimitado, e formam o drama que nele observamos.


Templo Budista Apucarana Nambei Honganji
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