Ricardo Mário Gonçalves
Considerações sobre o Culto de Amida no Japão Medieval


IV Capítulo
A Idéia de Decadência em Shinran


b) A idéia de decadência em Shinran

Encontramos breves citações referentes ao Mappô dispersas por toda a obra de Shinran. No Kôso Wasan e no Nyushutsumongeju encontramos citações referentes às doutrinas referentes ao Mappô pregadas por Tao-Chao1. No Jôdo Wasan, no Jôdo Monrui Jûshô, no Yuishinshô Mon-i e no Goshôsokushû encontramos a idéia de que a Doutrina da Terra Pura é uma dádiva misericordiosa de Buda para a salvação dos infelizes que nasceram na era sombria da extinção do Budismo2. O essencial das idéias de Shinran sobre o Mappô porém, está contido num longo trecho do sexto capítulo do Kyôgyô Shinshô e na maior parte dos hinos que formam o Shôzômatsu Wasan.

O Kyôgyô Shinshô se divide em seis capítulos em que as principais doutrinas de Shinran são explanadas através de citações de Sûtras e tratados acompanhados por comentários do compilador. O primeiro capítulo trata da Doutrina (Kyô), isto é, do ensinamento da salvação do homem pelo Voto Original de Amida contido no Grande Sukhâvatîvyûha. O segundo trata da Prática (Gyô), isto é, do Nembutsu. O terceiro, da Fé (Shin). O quarto, da Iluminação (Shô). O quinto, trata do renascimento na Verdadeira Terra Pura (Shinbutsudo) resultante da fé no 18º Voto de Amida e o sexto, do renascimento em uma Terra Pura de natureza precária e provisória (Kesshindo), uma espécie de limbo destinado aos que permanecem na fé imperfeita correspondente ao 19º e ao 20º Votos, que culmina com o texto já citado referente ao Sangan Tennyû, prossegue com as considerações referentes ao Mappô que passaremos a estudar e finaliza com uma comparação entre o Budismo e as demais religiões, que Shinran apresenta como falsas e supersticiosas.

As considerações de Shinran sobre o Mappô se iniciam com as seguintes palavras, que vêm imediatamente após o texto do Sangan Tennyû:

“Realmente, sabe-se que os vários ensinamentos do Caminho Sagrado se destinavam aos dias em que o Buda Sâkyamuni vivia e para a época do Shôbô, não estando de maneira nenhuma de acordo com as pessoas e as épocas do Zôhô, do Mappô e do período posterior, em que o Dharma se achará extinto. Já passaram da época e são contrários à natureza das pessoas. Entretanto, o Verdadeiro Ensinamento da Terra Pura guia indistintamente as pessoas manchadas pelo mal, nos dias de Sâkyamuni, na época do Shôbô, na época do Zôhô, na época do Mappô e no período posterior em que a Lei se achará extinta.”3

Seguem-se algumas considerações a respeito dos textos budistas que são ou não dignos de crédito, acompanhadas por uma citação de Nagarjuna referente a esse assunto. Em seguida são apresentadas algumas citações de Tao-Chao como prova de que a doutrina da salvação através do Voto de Amida se destina a pessoas nascidas no Mappô4. Seguem-se as seguintes palavras, em que Shinran apresenta suas próprias idéias a respeito das origens do Mappô:

“Assim, as pessoas destes dias plenos de impurezas, males e imperfeições, sem dar conta das características da época, escarnecem do comportamento de monges e monjas. Os monges e leigos desta época deveriam atentar para sua situação. Refletindo sobre a Doutrina das Três Épocas, vemos que a morte de Sâkyamuni corresponde ao 53º ano do 5º Soberano da Dinastia Chou, o rei Mou5. Desse ano até o primeiro ano da Era Gannin6 de nosso país, temos 2.183 anos. Além disso, conforme as teorias dos Sûtras Kengôkyô, Ninnôkyô e Nehangyô, já entramos na época do Mappô há 683 anos.”7

Segundo essa versão, o início do Mappô seria o ano de 552, o que condiz com a época do Príncipe Shôtoku, considerado por Shinran como o precursor do Budismo laico, única forma do Dharma possível de sobreviver no período de decadência, caracterizado pela inexistência de preceitos monásticos. Significativo é o fato de que a conversão de Shinran à fé no Voto Original de Amida, se deu conforme ele próprio relata, na época da revelação recebida do Príncipe Shôtoku durante seu retiro no Rokkakudô, como já vimos ao tratar de sua biografia. Na medida em que o Príncipe Shôtoku é considerado o introdutor do Dharma no Japão, o Budismo japonês é para Shinran, desde sua origem, uma doutrina para o Mappô. Deve ser levada em conta também a devoção manifestada por Shinran à estátua de Amida conservada no Templo Zenkôji em Nagano, atestado por alguns hinos do Shôzômatsu Wasan, que estudaremos mais adiante. Essa estátua era bastante venerada nos inícios do período de Kamakura. Vemos por tudo isso que no pensamento de Shinran as idéias de Mappô e da salvação através do Voto de Amida se encontram associadas com as próprias origens do Budismo nipônico. Através da difusão da salvação da fé no Nembutsu. Shinran pretende de certa forma regenerar o Budismo japonês, fazendo-o remontar a suas origens8. Em seguida a essas considerações, Shinran transcreve quase na íntegra o Mappô Tômyôki, omitindo seus parágrafos finais9. Na medida em que o Mappô Tômyôki apresenta o Mappô como uma época caracterizada pela negação dos preceitos, podemos supor que Shinran tenha querido, através dessa transcrição justificar seu desligamento dos preceitos monásticos como a única atitude condizente com os dias da decadência.

Passemos agora ao estudo do Shôzômatsu Wasan. Existem do mesmo três variantes: a primeira, conhecida como Sôkôbon, compreende 41 estrofes, mais o pequeno Mukokusan (Hino da Revelação em Sonho). O manuscrito até hoje conservado no Templo Senjuji de Takata está datado de 1257. A segunda variante, que data de 1258, conhecida como Hakkôbon, compreende vários grupos de hinos sobre diversos assuntos, num total de 92 estrofes.

Mukokusan (Hino da Revelação em Sonho): 1 estrofe
Shôzômatsu Wasan (Hino das Três Épocas): 58 estrofes
Gutoku Jukkai (Confissões de um Tonsurado Ignorante): 22 estrofes
Gutoku Hitan Jukkai (Lamentos e Confissões de um Tonsurado Ignorante): 11 estrofes
Total: 92 estrofes

A terceira variante, que é a versão utilizada correntemente nos templos amidistas é a organizada pelo Patriarca Rennyo, em 1474. Nela o Gutoku Jukkai apresenta 23 estrofes e o Gutoku Hitan Jukkai 16. Encontramos ainda o Kôtaishi Shôtoku Hossan (Hino de Louvor ao Príncipe Shôtoku) 11 estrofes, o Zenkôji Wasan (Hinos do Templo Zenkôji) 5 estrofes e a transcrição do texto Jinen Hôni. Temos, pois, um total de 114 estrofes. Corresponde à última redação feita por Shinran do Shôzômatsu Wasan, aos 88 anos (1260). É a versão utilizada em nosso trabalho10.

O Shôzômatsu Wasan se inicia com o Mukoku Wasan, que compreende a seguinte estrofe, que Shinran diz ter sido revelada em sonho na noite do 9º dia do 2º ano da Era Kôgen (1257):

“Deves crer no Voto Original de Amida.
Todos os que crêem no Voto Original
Têm o benefício de serem escolhidos e não abandonados,
Alcançam a Suprema Iluminação.”
11

Seguem-se as 58 estrofes do Shôzômatsu Wasan. Vejamos aquelas em que Shinran desenvolve idéias sobre o Mappô:

“Extinguiu-se o Tathagata Sâkyamuni,
Já há mais de dois mil anos.
Terminaram o Shôbô e o Zôhô,
Discípulos do Tathagata, chorai!”

“Os seres do Mappô, com suas cinco impurezas,
Vivem num tempo onde são impossíveis a Prática e a Iluminação.
Por isso, os ensinamentos deixados por Sâkyamuni
Foram encerrados no Palácio dos Nagas12.”

“Nas três épocas do Sôbô, Zôhô e Mappô
Foi difundido o Voto Original de Amida.
Neste período, no fim do Zôhô, já no Mappô,
Todas as práticas edificantes estão encerradas no Palácio dos Nagas.”

Foi pregado no Daijikkyô:
Neste mundo, no quinto período de quinhentos anos,
Como predominam os conflitos,
O Dharma Branco13 decaiu e ocultou-se.”

“Os seres, cuja vida alcançava dezenas de milhares de anos,
Por causa do declínio de seus méritos,
Tiveram-na reduzida para vinte mil anos.
E esta época foi chamada a Má Era das Cinco Impurezas.”

“Devido ao contágio da impureza da época,
Os seres viventes diminuíram em tamanho,
Predominando as Cinco Impurezas e os males,
Tornaram-se como dragões perversos e serpentes venenosas.”

“Florescem a ignorância e as paixões,
Espalhadas como inumeráveis grãos de pó.
Acumulam-se os venenos do amor e do ódio,
Semelhantes a altas montanhas.”

“Prevalecem as doutrinas errôneas entre os seres viventes,
Como moitas e bosques de farpas e espinhos.
Zombam e suspeitam dos crentes no Nembutsu,
Predominam a quebra, a destruição, e o veneno da cólera.”

“As vidas são curtas, muitos morrem jovens,
Os corpos e os bens perecem.
Dando as costas à verdade, apegam-se a doutrinas errôneas,
Deixando infindos ressentimentos.”

“Neste quinto período de quinhentos anos do Mappô,
Se todos os seres viventes deste mundo,
Não crerem no Voto Compassivo do Tathâgata,
Não haverá mais tempo de libertação.”

“Noventa e cinco doutrinas pagãs maculam o mundo,
Apenas o Caminho de Buda é puro.
Só após atingir a Iluminação,
Pode alguém salvar os seres desta casa incendiada14.”

“Ao chegarem o tempo e os seres das Cinco Impurezas,
Tanto monges como leigos vivem em conflito.
Ao verem os que crêem no Nembutsu,
Duvidam deles, insultam-nos, destroem-nos.”

“Aqueles que provavelmente não alcançarão a Iluminação,
Voltam-se contra os praticantes do puro Nembutsu.
Por destruírem o Ensinamento da Iluminação Súbita15,
Não escaparão do oceano de vidas e mortes.”

“Ainda que se julgando no Shôbô,
Os que se tornaram míseros e impuros ignorantes,
Não possuem coração verdadeiro e puro.
De que maneira poderiam despertar a Iluminação?”

“O Coração Búdico do Ensinamento Sagrado do Poder Interno,
É inatingível no espírito e na palavra.
Os impuros e ignorantes, sempre mergulhados na impermanência,
De que maneira poderiam manifestá-lo?”

“Um número infinito de Budas, desde remoto passado, têm se manifestado.
Junto a eles, os seres manifestaram a Iluminação.
Caíram porém, no mundo do sofrimento,
Pois impotente é o Poder Interno.”

Nesta época do Zôhô, das Cinco Impurezas,
Eclipsou-se o ensinamento deixado por Sâkyamuni.
Difundiu-se o Voto Compassivo de Amida,
Numerosos são os salvos pelo Nembutsu.”16

Nas estrofes que se seguem, Shinran exalta o Voto Compassivo de Amida, como a única doutrina capaz de trazer a salvação para os nascidos no Mappô, época em que os ensinamentos do Poder Interno perderam toda a eficácia17.

No Gutoku Jukkai, Shinran confessa que nele persistem, contra sua vontade, resquícios das crenças no Poder Interno, e declara que as pessoas nessas condições renascerão num limbo, não podendo atingir a Verdadeira Terra Pura18. O Kôtaishi Shôtoku Hossan é um conjunto de versos em louvor ao Príncipe Shôtoku, considerado uma encarnação do Bodhisattva Avolokitesvara manifestada no Japão para a difusão do Voto Salvador de Amida19. No Gutoku Hitan Jukkai novamente é abordado o problema do Mappô:

“Ainda que aceitando a Verdadeira Doutrina da Terra Pura,
Difícil é guardar o Coração Verdadeiro.
Em meu corpo, pleno de falsidade,
Não existe coração puro.”

“Exteriormente, todos parecem bons,
Mostram-se sábios e diligentes.
Na verdade, estão plenos de desejos, cólera e falsidade,
Seus corpos transbordam de mentiras.”

“Difícil é deter a natureza má,
O coração se assemelha a cobras venenosas e escorpiões,
A própria prática do bem está repleta de venenos,
É, pois, uma prática falsa e vazia.”

“Neste meu corpo que não conhece arrependimento,
Não existe coração verdadeiro,
Mas, por causa do Nome de Amida, do Poder Externo,
As graças abundam nas Dez Direções20.”

“Este meu corpo, incapaz da menor compaixão,
É incapaz de pensar no benefício dos seres.
Se não houvesse o Navio do Voto do Tathâgata,
Como transporia ele o oceano do sofrimento?”

“Com o coração falso de cobras e escorpiões,
Impossível é a prática do bem do Poder Interno.
Sem recorrer à dádiva do Tathâgata,
Jamais se humilhará e arrependerá.”

“Como prova do aumento das Cinco Impurezas,
Os monges e leigos dos dias de hoje,
Exteriormente apresentam-se conforme o Budismo,
Mas, interiormente veneram doutrinas pagãs.”

“Como é triste ver monges e leigos
Escolhendo horas propícias e dias auspiciosos,
Adorando deuses celestes e terrestres,
Praticando adivinhações, vaticínios e ritos em honra aos deuses!”

“Nomes de monges e mestres,
Eram tidos como veneráveis.
Mas, eis que conforme as cinco heresias de Devadatta21
São eles aplicados a entes vis.”

“Seus corações não diferem
dos Brâmanes e Jainas pagãos.
Envergam sempre o hábito do Tathâgata,
Mas parecem venerar todos os deuses e demônios.”

“Como é triste ver em nossos dias,
Os monges e leigos do Japão
Venerarem os demônios do céu e da terra,
Norteando-se pelos ritos do Budismo!”

“Como prova dos males e das Cinco Impurezas,
Os veneráveis nomes de monges e mestres
São aplicados a servos e criados,
Por serem considerados nomes vis.”

“Mesmo os monges apenas de nome, desobedientes dos preceitos,
Nestes dias impuros do Mappô,
Devem ser objeto de veneração,
Como se fossem Sariputra ou Mogallana
22.”

“Os karmas do mal são originalmente sem forma,
Frutos de pensamentos errôneos e desarvorados.
A mente é originalmente pura,
Mas nestes dias não há pessoas verdadeiras.”
 

“A tristeza desta época do Mappô,
Está nos monges da Capital do Sul e da Montanha do Norte23:
Guardas ou carregadores de palanquins,
Agindo como grandes mestres.”

“Como prova do desprezo em que é tida a Lei de Buda,
Monges e monjas são tidos como servos,
E os títulos veneráveis de mestres e monges,
São atribuídos a criados.”

“Esses dezesseis versos são a confissão da tristeza do Tonsurado Ignorante. Triste é a situação dos chamados monges e mestres dos grandes templo de nossos dias!

— Escrito por Shinran, discípulo de Buda.”24

Seguem-se as cinco estrofes do Zenkôji Wasan, em que Shinran, referindo-se a uma tradição referente à chegada da primeira estátua de Amida ao Japão, lamenta que os japoneses chamem os Budas de Hotoke, palavra que ele considera derivada de Hotoorike (febre), por causa da crença de que as imagens búdicas tivessem o poder de afastar as epidemias25.

No Shôzômatsu Wasan vemos que Shinran modificou e aprofundou as idéias sobre o Mappô expressadas anteriormente no Keshindo. Experiências amargas da velhice como a dissidência do filho Zenran e o florescimento das heresias parecem ter aguçado sua consciência de homem do Mappô. Vemos em primeiro lugar uma divergência cronológica: no Keshindo Shinran fazia o Mappô remontar à época do Príncipe Shôtoku, agora vemo-lo considerar-se vivendo nos fins do Zôhô e início do Mappô, o que leva a crer ter ele adotado a opinião corrente de que o Mappô se iniciou em 105226. Essa simples alteração na cronologia mostra que para Shinran o problema do Mappô se tornou menos teórico e abstrato, passando a representar uma consciência profunda do momento histórico vivido.

Vemos ainda que Shôzômatsu Wasan o problema do Mappô é encarado sob dois pontos de vista: um de natureza histórico-social e outro de natureza subjetiva e existencial.

O primeiro ponto de vista, que era o predominante no Keshido, caracteriza-se pelas preocupações cronológicas, pelas alusões veladas às perseguições de que eram vítimas os crentes no Nembutsu, pelas críticas à decadência dos monges, ao sincretismo religioso e às práticas supersticiosas. O segundo ponto de vista, que pode ser visto como decorrente do primeiro, está claramente expresso nas primeiras estrofes do Gutoku Hitan Jukkai: é a tomada de consciência por parte de Shinran de sua fraqueza, de sua contingência, de suas limitações, da impossibilidade de atingir o Absoluto, o Infinito, conservando-se apegado a sua natureza finita e imperfeita. Podemos ver atrás de tudo isso o desespero de um membro da pequena nobreza decadente incapaz de encontrar um caminho na agitada sociedade de seu tempo. O Mappô deixa aqui de ser uma teoria sobre o tempo e a história, para se converter em uma experiência interior do próprio Shinran. Na obra de Shinran, embora tenha partido da experiência de um período de transição, vivida por um representante da pequena aristocracia em decadência, a idéia de Mappô se afasta dos caminhos perigosos do vaticínio e da profecia, integrando-se na linha mestra do Budismo Original: O repúdio às preocupações de ordem metafísica e escatológica e a insistência na análise de problemas da vida interior do homem e na busca de um caminho para a resolução dos mesmos.


1. LVII p. 329, LIX p. 314-315.
2. LV p. 329, LIII p. 255, LXIV p. 420, L p. 464.
3. LVI p. 208.
4. LVI p. 208-210.
5. Ano de 949 a.C. Outras edições, conservando-se fiéis ao texto original, dão 51 ao invés de 53, o que foi um erro de Shinran, dado que o Mappô Tômyôki e demais textos que mencionam essa cronologia são unânimes em dar 53. (CLXXXVI p. 80, CXCVI).
6. 1224.
7. LVI p. 210-211.
8. CLXXXVIII, CXCI.
9. LVI p. 211-219.
10. LXI.
11. LXI p. 351.
12. Serpentes da mitologia indiana. Alegoria através da qual Shinran mostra que o Budismo desapareceu do mundo.
13. A Verdadeira Lei de Buda.
14. O mundo do sofrimento e da impermanência é muitas vezes na literatura budista, comparado a uma casa incendiada, segundo uma parábola do Saddharmapundarikasûtra (Lótus da Boa Lei).
15. Shinran considera o Nembutsu um ensinamento que conduz à Iluminação súbita, imediata, em oposição a outras doutrinas que ensinam que a Iluminação é gradual, progressiva, só atingível ao cabo de um número muito grande de vidas sucessivas.
16. LXI p. 351-353.
17. LXI p. 353-358.
18. LXI p. 358-361.
19. LXI p. 361-362.
20. Os pontos cardeais e colaterais, o zênite e o nadir.
21. Primo de Buda que, conforme a tradição rompeu com o Sangha, fundando uma comunidade baseada em cinco princípios divergentes das doutrinas de Sâkyamuni.
22. Discípulos de Buda.
23. Nara e o Monte Hiei.
24.
25. LXI p. 362-364.
26. LXI p. 364-365.


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